quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Piano

        Quem pode imaginar que de todas aquelas teclas pretas e brancas, poderiam surgir sons tão agradáveis e harmoniosos?
          Para um pianista, não basta apenas tocar. Tocar é uma coisa rude, muito simples e supérflua. Um piano tem de ser sentido, harmonizado e também vivido. Poucos minutos em frente à um piano já são o suficiente para que um pianista demonstre todos os seus sentimentos, expresse todos os seus pensamentos e também desabafe. Sim, desabafar, com aquelas monótonas teclas, que nunca saem de seus lugares, mas que quando se abaixam, exprimem um som esplêndido.

          Pois é meu piano, acho que teremos uma longa história daqui em diante.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Normalidade, argh.

               Não é normal ser normal. Qual é a graça em toda essa normalidade?
               Corpos que andam em fileira, marionetes que se mechem conforme a música e aceitam tudo o que lhes é imposto.
               Não é bom ser normal. O ato de demonstrar normalidade é forçado, e não é normal.
               Aposto que no meio de toda essa crosta de massificação de identidade, dessa normalidade mórbida, ser diferente é um privilégio. Ou diria um sacrilégio? Bom. É uma coisa boa fora da normalidade, o que para mim, é normal.
               Eai, será que vale mesmo a pena trocar o seu viver, o seu aproveitar a vida, por ser normal? Será que vale mesmo a pena se reunir na roda de amigos para comerem quietos e rirem modestamente, com piadas cultas?

               Como diriam muitos,
 

    Carpe diem.