domingo, 10 de fevereiro de 2013

À espera, de um sonho.

           Sim amigo, o tempo de espera. Não pela realização de um sonho, mas para a obtenção de um.

       Há alguns dias atrás, eu diria que todos nós temos um sonho. Mas, caminhando, percebi que nem todos possuem sonhos, não sonhos concretos. Tem sim alguns desejos, mimos de criança, coisas fúteis que nem se vale o tempo que se perde buscando. Sim, desejos passageiros, paixões psicológicas, futilidade incorporada em desejo, desejo inválido e corruptível.
      A questão é que, se você olhar para o lado, vai ver que existem mais pessoas que buscam o que não é um sonho do que as pessoas que lutam pelos seus. Estão à espera de que? Provavelmente, de um sonho para se sonhar. Um sonho, para se sonhar, engraçado isso. Se é um sonho, e se alguém o possui, provável é que o portador viva o sonho e sonhe com o momento de conquistar, o seu sonho.
      Posso dizer que muitos não possuem sonhos, mas sonhos possuem muitos. Sim, sonhos são patrões que mandam em seus pobres funcionários e, fazendo dessas pessoas escravas, dão ordens absurdas para conseguirem conquistar seus almejos. Quem diria, sonhos que possuem pessoas, e pessoas que são escravas de seus próprios sonhos, loucura isso.
      O que eu quero escrever nesse post é que existem corpos vazios, caminhando pelas ruas, perambulando por aí, sem nenhum almejo. Trabalhando em troca de nada, de um salário que se gasta em nada produtivo ou que gere colheita após tempos mais tempos. Estudando, buscando algo que não se vai alcançar, não porque não se pode, mas sim porque não se quer. Deus dos Céus, como pode existir tanta imobilidade em uma só geração? Tanta falta de vontade de conquistar o que se quer, tanto desgosto pela vida, tanta ausência de sonhos!
      Se você quer mesmo conquistar o seu sonho, então corra atrás. Pare de ficar o dia inteiro na frente de um computador, alimentando essa paralisia psicológica, profissional, espiritual, social doentia e faça alguma coisa que produza frutos em sua vida! Sacrifícios terão de ser feitos, mas é para um bem maior, é para um bem maior.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dor, sofrimento, angústia, dor.

            E aí, depois de tanto tempo, você se vê mais uma vez dentro dessa casta de terror e dor. Pois é, não deveria ser normal, mas infelizmente é. É para um bem maior, para algo supremo, algo que você terá de realizar, alguma coisa que só você pode fazer. Não tenho nem dúvidas que a dor interior é bem pior que a dor exterior. A dor exterior é passageira, a dor interior é duradoura. Por mais que não se exteriorize, ela acaba com o portador. É como um câncer psicológico, porém quanto mais fere, mais fortalece. Noites de solidão, de dor profunda psicológica, sim, todos nós temos as nossas. Noites de reflexões, dias pacatos e oblíquos, dias fúnebres e inférteis. Morte lenta e dolorosa, dor, dor, dor. O sangue psicológico acaba congelando-se, em forma de crosta de cicatrizes, enquanto você chora suas mágoas extremas. As mãos não sabem onde se apoiar, o coração não sabe onde pode se esconder, os olhos não sabem como se esquivar de tantas lágrimas quentes e secas. A mente não consegue mais se reerguer e a única coisa que maquina-se é a dor, como a sente e com que intensidade ela está. Por melhor que seja o psicólogo, por maior que seja o homem espiritual ou algo do tipo, ele não vai ser um gigante nos dias de dor, mas como todos os seres humanos, isto é, como todos nós, ele também vai procurar uma caverna para se esconder, um lugar para se acomodar e nunca mais sair dali, nunca mais! E esse vazio, que pouco a pouco acaba com você de repente é preenchido: Com mais dor. Dor suficiente para se exteriorizar, para reclusar pessoas em redomas de horror, medo, pavor, solidão.

               Todos temos as nossas noites, mas por mais tristes, fúnebres, inférteis, irreverentes e horrendas, elas não conseguirão impedir o raiar do Sol. Afinal, diz-se bem:

   O Sol nasce para todos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A chuva não vai parar de cair só porque você a rejeita.

          Sim, amigo. Lamento lhe informar (Se é que você já não sabe, certo?), essa chuva não vai parar de cair somente pelo simples fato de você a rejeitar. A chuva é bela, transparente, e não esconde o que quer acertar e para quê veio. Pode ser alterada de acordo com a sua proporção e a força do vento, mas o objetivo dela sempre será esse: cair.

          Saiba que, por mais que você não queira que algumas coisas aconteçam, é extremamente inevitável, já que, assim como a chuva foi feita para cair, se esmiuçar em meio ao nosso asfalto e regar a nossa terra, os acontecimentos já foram premeditados desde antes, por Deus (ou pelo destino, como alguns acreditam).

           Se você não pode evitar que a chuva caia, não a rejeite. Sinta-a, caindo sobre a sua pele, sinta que você é um ser humano e que possui vida, sentimentos, tato. Essa chuva, velha em idade, sempre nos surpreende, seja nos tirando um fim de semana no litoral ou nos acrescentando vários dias de reflexões. Seja te trazendo um abraço apertado de um reencontro sublime ou uma separação dolorosa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Você sente o frio?

     Sabe aquele vento de fim de tarde e início de noite que bate na sua janela? Ou talvez aquelas luzes do centro de São Paulo à noite, juntamente com um ar gelado e fúnebre que, reavivam dentro de você, velhas lembranças e talvez um não tão bom passado?
     Fome e sede podem ser um bom exemplo de sentimento natural do ser humano, mas o que mais que impressiona é o frio. Sim, esse vento gelado que muitas vezes bate e faz você se abraçar. Esse vento que traz saudade para alguns, paz para outros e até expectativas do futuro para certa parcela. O frio é tão bom, mesmo trazendo consigo traços de solidão, traz também bons pensamentos, considerações e reflexões sobre as nossas vidas.
     Você sente o frio? Esse frio que não entra no seu quarto porque a sua janela está fechada. Sim, esse frio que você não aceita que entre debaixo de suas cobertas.
     Você precisa sentir frio, amigo. Você precisa sentir esse frio, para poder saber diferenciar quando o dia amanhecer e o calor invadir o seu corpo. Então sinta essa redoma que te envolve. Sinta esse frio que chegou, te surpreendendo e te obrigando a se esconder.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Piano

        Quem pode imaginar que de todas aquelas teclas pretas e brancas, poderiam surgir sons tão agradáveis e harmoniosos?
          Para um pianista, não basta apenas tocar. Tocar é uma coisa rude, muito simples e supérflua. Um piano tem de ser sentido, harmonizado e também vivido. Poucos minutos em frente à um piano já são o suficiente para que um pianista demonstre todos os seus sentimentos, expresse todos os seus pensamentos e também desabafe. Sim, desabafar, com aquelas monótonas teclas, que nunca saem de seus lugares, mas que quando se abaixam, exprimem um som esplêndido.

          Pois é meu piano, acho que teremos uma longa história daqui em diante.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Normalidade, argh.

               Não é normal ser normal. Qual é a graça em toda essa normalidade?
               Corpos que andam em fileira, marionetes que se mechem conforme a música e aceitam tudo o que lhes é imposto.
               Não é bom ser normal. O ato de demonstrar normalidade é forçado, e não é normal.
               Aposto que no meio de toda essa crosta de massificação de identidade, dessa normalidade mórbida, ser diferente é um privilégio. Ou diria um sacrilégio? Bom. É uma coisa boa fora da normalidade, o que para mim, é normal.
               Eai, será que vale mesmo a pena trocar o seu viver, o seu aproveitar a vida, por ser normal? Será que vale mesmo a pena se reunir na roda de amigos para comerem quietos e rirem modestamente, com piadas cultas?

               Como diriam muitos,
 

    Carpe diem.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O amanhã.

               Hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje hoje. Para quê tanto hoje?

           Compreendo que amanhã podemos não ter mais vida, mas também temos que fazer planos. Vejo pessoas sem planos para o futuro, sem sonhos, e não porque não podem, mas porque não querem. Sim, simplesmente porque não querem. Elas vivem o dia de hoje como se fosse o último de sua vida, mas não pensam nem um pouquinho que isso pode danificar seu amanhã. Um dos princípios que norteiam esse mundo é fazer tudo que se tem pra fazer no dia de hoje, e só. Nada mais. Amanhã não importa, amanhã você pode não ter mais vida. Para que estudar? Para que ir em uma Igreja se eu posso ir em um baile funk e me divertir até cansar? Afinal, o mundo pode acabar amanhã.

             TOLICE!

          Nossas decisões no dia de hoje influenciam o nosso dia de amanhã. É muito falado: Não deixe para fazer amanhã o que você pode fazer hoje. Sim, compreendo que certa parte dessa famosa frase está certa. Se você pode tomar uma decisão hoje, tome-a, não a deixe para amanhã. Mas também, vamos ter o bom senso de saber que nem tudo nos convém fazer sem pensar, em nosso amanhã. Nossa vida é uma pequena e frágil faísca, um grão de areia em meio a um imenso tornado, uma pequenina gota de água em queda livre, em direção a uma fornalha (aquecida, umas sete vezes mais). Se somos tão frágeis a ponto de desfalecermos a nossa vitalidade com um simples tropeço, como poderemos então precipitar nossas atitudes, sem se importar com o amanhã?