sábado, 9 de fevereiro de 2013

Dor, sofrimento, angústia, dor.

            E aí, depois de tanto tempo, você se vê mais uma vez dentro dessa casta de terror e dor. Pois é, não deveria ser normal, mas infelizmente é. É para um bem maior, para algo supremo, algo que você terá de realizar, alguma coisa que só você pode fazer. Não tenho nem dúvidas que a dor interior é bem pior que a dor exterior. A dor exterior é passageira, a dor interior é duradoura. Por mais que não se exteriorize, ela acaba com o portador. É como um câncer psicológico, porém quanto mais fere, mais fortalece. Noites de solidão, de dor profunda psicológica, sim, todos nós temos as nossas. Noites de reflexões, dias pacatos e oblíquos, dias fúnebres e inférteis. Morte lenta e dolorosa, dor, dor, dor. O sangue psicológico acaba congelando-se, em forma de crosta de cicatrizes, enquanto você chora suas mágoas extremas. As mãos não sabem onde se apoiar, o coração não sabe onde pode se esconder, os olhos não sabem como se esquivar de tantas lágrimas quentes e secas. A mente não consegue mais se reerguer e a única coisa que maquina-se é a dor, como a sente e com que intensidade ela está. Por melhor que seja o psicólogo, por maior que seja o homem espiritual ou algo do tipo, ele não vai ser um gigante nos dias de dor, mas como todos os seres humanos, isto é, como todos nós, ele também vai procurar uma caverna para se esconder, um lugar para se acomodar e nunca mais sair dali, nunca mais! E esse vazio, que pouco a pouco acaba com você de repente é preenchido: Com mais dor. Dor suficiente para se exteriorizar, para reclusar pessoas em redomas de horror, medo, pavor, solidão.

               Todos temos as nossas noites, mas por mais tristes, fúnebres, inférteis, irreverentes e horrendas, elas não conseguirão impedir o raiar do Sol. Afinal, diz-se bem:

   O Sol nasce para todos.

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